A chuva caía em gotas grossas, furiosas, contra os vidros da cobertura. Eu estava sentada no sofá da sala, com um copo de vinho quase intocado nas mãos. Meus dedos tremiam ligeiramente. O som dos trovões não era mais alto do que o silêncio entre nós. Você estava do outro lado do cômodo, encostado na parede com os olhos em mim, como se esperasse que eu desmoronasse de uma vez.
— Você quer me dizer agora? — perguntei, a voz falha. — Ou vai continuar me escondendo como sempre faz?
Você passou as m