Eu ainda podia ouvir os ecos dos tiros naquela noite. Mesmo depois do silêncio se instalar, meu corpo vibrava com a adrenalina que não se dissipava. Baran estava ao meu lado, o sangue em sua camisa branca agora começava a secar, e seu olhar seguia distante, sombrio, como se uma parte dele tivesse ficado para trás naquela emboscada.
— Você está bem? — perguntei baixinho, minha voz quase sumindo diante do silêncio incômodo no carro.
Ele não respondeu de imediato. As mãos ainda firmes no volante,