O dia amanheceu cinza, carregado de nuvens que ameaçavam desabar a qualquer momento. O peso da noite passada ainda parecia envolver meu corpo, uma mistura de cansaço físico e uma inquietação que nem o sono havia conseguido dissipar. Mehmet estava sentado à beira da cama, o olhar distante e os dedos entrelaçados, como se tentasse controlar os demônios internos que o assombravam. Eu me aproximei devagar, querendo entender aquele silêncio tão pesado.
— Você está bem? — perguntei baixinho, sentindo