Ana
A batida na porta parecia não ter fim.
Cada pancada ecoava pelo meu peito como se fosse o próprio coração querendo sair pela boca. Eu estava sem coragem para levantar da cama, minha mente fazia de tudo para tentar esquecer a cena do Mark surgindo na minha frente como um fantasma. Mas a insistência do visitante fez meu corpo gelar.
Respirei fundo, enxuguei rápido os olhos com as costas da mão e me levantei, sem nem checar o espelho. Fui até a porta devagar, cada passo parecia um teste de cor