Ana
O táxi seguia pelas ruas iluminadas da cidade, mas minha cabeça estava em outro lugar. Encostei a testa no vidro frio, tentando controlar a respiração que ainda vinha em soluços curtos. Minha mão apertava a minha bolsa como se aquilo fosse a única coisa que me mantivesse no presente.
Foi então que percebi. Um dos bolsos estava vazio. Minhas mãos, trêmulas, procuraram dentro da bolsa loucamente, entre os meus documentos e algumas maquiagem que agora estavam sujas. Nada. Revirei tudo, desespe