O galpão tava num silêncio tão doente que até o chão parecia segurar a respiração.
O Galo tentava manter o olhar firme, mas a testa já suava. A mão tremia perto da cintura. Ele sabia.
Só não sabia o quanto eu sabia.
Dei mais um passo pra frente. O som da bota arranhando o concreto foi como tiro seco.
Todo mundo piscou menos eu.
— “Tu lembra da operação que quase levou a Alana?” — minha voz saiu baixa.
Mas não era calma. Era faca embainhada, pronta pra cortar.
O Galo congelou. Tentou desv