📕 Capítulo — O Galo Canta e Morre
Narrado por Muralha
O cheiro do galpão mudou.
De suor e medo… pra ferro, madeira velha e sangue fresco.
Eu sentia. Na pele, no dente, no osso.
A traição tem cheiro. E o Galo tava exalando desde que pisou ali.
A cadeira estalava a cada tremedeira dele. A madeira aguentava, mas a alma já tinha quebrado.
Me agachei.
Fiquei de frente pra ele. Rente. Sem pressa.
— “Te dou uma chance, Galo. Uma. Pra sair daqui inteiro.” — falei.
Ele chorava.
Nã