capítulo 57

📕 Capítulo — O Galo Canta e Morre

Narrado por Muralha

O cheiro do galpão mudou.

De suor e medo… pra ferro, madeira velha e sangue fresco.

Eu sentia. Na pele, no dente, no osso.

A traição tem cheiro. E o Galo tava exalando desde que pisou ali.

A cadeira estalava a cada tremedeira dele. A madeira aguentava, mas a alma já tinha quebrado.

Me agachei.

Fiquei de frente pra ele. Rente. Sem pressa.

— “Te dou uma chance, Galo. Uma. Pra sair daqui inteiro.” — falei.

Ele chorava.

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