O silêncio no escritório de Elias Thorne era tão denso que Lyra podia quase tocá-lo. A proposta, audaciosa e quase insana, pairava no ar, desafiando a lógica e a frieza calculista do CEO lobisomem. Elias, de pé, com as mãos cerradas sobre a mesa de ébano, parecia uma estátua esculpida em granito, seus olhos azuis gélidos fixos em Lyra. A batalha interna em seu semblante era quase palpável: a esperança, um fio tênue e perigoso, lutava contra o medo arraigado de uma maldição que o havia assombrado por séculos. Ele havia se fechado para o amor, para a conexão, para qualquer vislumbre de felicidade, convencido de que seu destino era a solidão, um preço amargo por um erro que não era seu. Mas ali estava ela, Lyra Meadow, uma bruxa em treinamento, sua Luna, oferecendo não apenas uma saída, mas uma parceria, uma chance de reescrever um destino que ele considerava selado.Lyra, por sua vez, não vacilou. Ela o observava com uma mistura de determinação e compaixão, ciente do peso de suas palavr
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