A Universidade Federal do Paraná estava lotada.
Auditório principal, mais de trezentas pessoas sentadas. Outras em pé, encostadas nas paredes, celulares a postos, câmeras transmitindo ao vivo. Aurora havia sido convidada para abrir o evento "Literatura, Ética e Vozes Marginalizadas" — tema que, até pouco tempo, pertencia apenas às discussões de nicho. Agora, era pauta nacional.
Ela vestia preto, os cabelos soltos, um pequeno caderno de anotações em mãos. Ao seu lado, a coordenadora do curso de