Era uma sexta-feira de céu melancólico quando Aurora recebeu a mensagem:
*“Boa tarde. Me chamo Clara, tenho 15 anos.
Escrevi uma carta para o projeto ‘Cartas que o Tempo Guardou’, mas não tive coragem de mandar.
Agora acho que preciso estar onde aquela carta poderia ter sido lida.
Posso visitar o Refúgio?”*
Aurora releu várias vezes.
Não era comum receber pedidos assim — diretos, frágeis, como se a menina tivesse reunido coragem em gotas.
Respondeu imediatamente:
*“Clara, o Refúgio está de port