Era uma manhã fria quando Aurora chegou à editora e encontrou um envelope pardo sobre sua mesa. Sem remetente. Sem logo. Apenas o seu nome escrito à mão, com caligrafia trêmula.
Ela abriu com cuidado. Dentro, uma carta manuscrita em folhas dobradas. Começava direto, sem saudação:
*“Eu também estive na Casa Azul.
Li o livro da Lia. Chorei. Tive pesadelos.
Mas depois de respirar... algo não me saiu da cabeça.
Tem coisas que ela esqueceu de contar. E outras que ela escondeu de propósito.”*
Aurora