O portão automático da pequena casa de Davi se abriu devagar, rangendo como se sentisse o peso do momento. Aurora carregava apenas uma mala e o coração acelerado, como se fosse a primeira vez ali.
A cidade parecia menor depois de Paris. Mas a casa dele… ainda era um universo inteiro.
Ela subiu os dois degraus da varanda e parou.
A porta estava encostada.
Aurora hesitou. Depois bateu, delicadamente.
— Tá aberta — ele respondeu de dentro.
A voz era a mesma, mas carregava algo novo. Ou talvez foss