Paris era bela demais para ser ignorada.
As ruas estreitas, os cafés perfumados, os artistas anônimos nas esquinas. Aurora andava por tudo com os olhos de quem quer absorver o mundo inteiro, mas com o coração preso a mil quilômetros dali.
A casa de escritores onde ela ficaria por três meses era silenciosa, com paredes brancas, livros em todos os cantos e janelas imensas que deixavam a cidade invadir seus dias. Ela tinha um quarto só para si, uma escrivaninha com vista para os telhados antigos e