Era outono outra vez.
Aurora caminhava pela praça como quem procura por si mesma em meio ao som seco das folhas no chão. A brisa tinha cheiro de mudança, mas ela ainda não sabia que tipo de mudança estava prestes a atravessar sua vida.
Quando chegou em casa, encontrou a mãe parada na porta com o celular na mão, o rosto sério.
— Aurora... alguém te procurou.
— Quem?
— Uma mulher... do hospital central. Disseram que encontraram um documento com seu nome entre os contatos de emergência de um rapaz