O quarto de Guilherme estava em meia-luz. Cheirava a chuva e a medicamento suave — o aroma de urgência dando espaço ao alívio. Gabriel havia conseguido a veia do menino com a precisão de um cirurgião e a delicadeza de um pai que acabara de descobrir o próprio coração fora do peito. A hidratação corria. O antiemético fazia efeito. O rosto de Guilherme, antes pálido e assustador, agora estava tranquilo — rendido ao sono.
Mariana ajeitou o cobertor sobre o peito dele. Seu corpo ainda tremia, como