Ana o tocou de leve no cotovelo, e o contato súbito o trouxe de volta, aterrissando-o de forma brusca na realidade.
— Gabriel? Você me ouviu? Os crachás. Precisamos entrar, agora.
Ele piscou, a imagem da borboleta azul e do sorriso de Guilherme ainda gravada no canto da sua visão periférica. Engoliu em seco. A garganta parecia seca e áspera, como o chão da Chapada dos Veadeiros.
— Sim. Ouvi. — Sua voz saiu ligeiramente rouca. Ele forçou o corpo a se mover, mas sentia as pernas pesadas, como