A noite tinha caído devagar, como se a cidade também estivesse cansada. Helena estava sozinha em casa, sentada no sofá, com as luzes apagadas e apenas o abajur da sala aceso, criando sombras suaves nas paredes. O silêncio não era incômodo — era denso. Carregado de pensamentos que ela vinha tentando organizar desde que voltara da casa dos pais.
Sobre a mesa de centro, havia uma pequena pilha de coisas que ela tirara das gavetas durante a arrumação da tarde: cartas antigas da família, fotografias