Helena demorou a adormecer naquela noite.
O corpo estava cansado, mas a mente seguia desperta, presa à lembrança do beijo de Arthur. Não fora um beijo qualquer. Havia sido firme, presente, carregado de uma intimidade que não pedia desculpas nem fazia promessas vazias. Apenas existia — como se estivesse atrasado demais para ser contido.
Ela se virou na cama, o quarto mergulhado em penumbra, o lençol ainda guardando o calor do corpo. Passou os dedos pelos próprios lábios, fechando os olhos por um