O caminho até o prédio de Helena foi silencioso, mas não vazio.
Arthur dirigia com uma mão no volante e a outra apoiada na perna, enquanto Helena observava a cidade pela janela. O céu começava a ganhar tons alaranjados, e o fim de tarde parecia refletir exatamente o que ela sentia: uma mistura de calma e inquietação, de luz e sombra.
O almoço com Miguel ainda ecoava em sua mente. O riso do menino, a forma como Arthur o observava, o jeito natural com que os três pareciam, por alguns instantes, u