Helena estava sentada no sofá, com as pernas dobradas sob o corpo, encarando a sala organizada demais para alguém que tinha passado o dia inteiro tentando colocar os pensamentos em ordem. A casa cheirava a limpeza, mas o coração ainda estava bagunçado. Ela segurava uma caneca de chá morno, esquecida entre as mãos, quando o celular vibrou sobre a mesa de centro.
O som fez seu coração dar um pulo imediato.
Por um segundo — curto, quase involuntário — ela pensou que fosse Arthur.
Mas ao pegar o ce