O quarto estava meio escuro quando Valentina entrou, a luz do abajur pintando tudo de dourado e sombra.
Ela não acendeu mais nada.
Não precisava.
A noite ainda estava viva na pele.
Fechou a porta devagar, encostando as costas na madeira fria e inspirou devagar. Uma, duas, três vezes. O ar entrou áspero e saiu quente, como se o corpo tivesse aprendido um idioma novo. A pele onde Dominic encostara—na curva do pescoço, atrás da orelha—ardia como se guardasse uma brasa escondida.
O perfume