Capítulo 25 — Fogo Silencioso
O quarto estava meio escuro quando Valentina entrou, a luz do abajur pintando tudo de dourado e sombra.

Ela não acendeu mais nada.

Não precisava.

A noite ainda estava viva na pele.

Fechou a porta devagar, encostando as costas na madeira fria e inspirou devagar. Uma, duas, três vezes. O ar entrou áspero e saiu quente, como se o corpo tivesse aprendido um idioma novo. A pele onde Dominic encostara—na curva do pescoço, atrás da orelha—ardia como se guardasse uma brasa escondida.

O perfume de Dominic ainda estava no pescoço dela.

Whisky, tabaco, calor — e algo que parecia perigo amarrado em seda.

O corpo reagiu antes do pensamento.

O pulso acelerou.

O ventre aqueceu.

E ela riu baixinho, sozinha.

— Então é isso? — sussurrou para o vazio.

— Eu estava adormecida…

Valentina tirou os sapatos com cuidado, cada salto pousando no chão como uma vírgula. Atravessou o quarto até o espelho da penteadeira. O reflexo devolveu a mulher do corredor: o vestido preto moldando o cor
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