Theodoro ficou no balcão depois que Valentina saiu.
Não bebeu.
Não falou.
Apenas esperou — do jeito que predadores fazem: em silêncio.
A mulher loira não demorou.
Vestido curto, sorriso treinado, perfume que tentava parecer caro demais.
Ela se aproximou como se aquele fosse o movimento mais natural do mundo.
— Parece sozinho.
a voz dela tinha aquela melodia doce que sempre vem com veneno.
Theodoro virou o rosto devagar, como quem permite que o teatro aconteça.
— Só até agora.