O sábado amanheceu com uma claridade limpa, dessas que lavam a arquitetura e deixam os detalhes à mostra. Isadora acordou antes do despertador, sentou-se na beira da cama e ficou ouvindo a casa acordar: passos no corredor, uma torneira que range, o rádio baixo de algum vizinho encontrando a estação. A leitura pública seria à tarde, e a palavra “praça” ficava reverberando na cabeça como um sino discreto. Pegou a pasta, conferiu as cópias do boletim, os prints, o pendrive com etiqueta nova — um r