O dia começou com um céu de azul pálido, quase transparente, como se a luz quisesse pedir licença para entrar. Isadora saiu da pensão mais cedo do que o costume e caminhou devagar até a livraria, como quem mede o pulso da rua antes de tomar decisões. No muro da esquina, uma palavra surgira durante a madrugada, pintada com tinta apressada: “Mente”. Abaixo, em letra menor, outra mão acrescentara: “Nós vemos.” Ela parou por um segundo diante daquele diálogo anônimo e percebeu que, mesmo quando não