A cidade amanheceu com um vento morno que mexia nas cortinas da pensão e empurrava o dia para fora das janelas. Isadora levantou sem pressa, sentindo um vazio bom, desses que não pedem explicações. O bairro respirava em ritmo normal, e o nome dela já não pesava sobre as esquinas. Era estranho e leve ao mesmo tempo. Na cozinha comum, o porteiro deixara uma marmita com bilhete curto — “voltei a assar pão, lembra?” — e isso bastou para que ela sorrisse. O mundo voltava a caber no gesto mínimo.
Raf