Elô não dormiu mais naquela noite. Passou as horas seguintes sentada no chão do quarto, com o cobertor puxado até o queixo, encarando o próprio reflexo na janela. Lá fora, a madrugada escorria lenta, e dentro dela, o medo já não era mais só da morte.
Era de enlouquecer.
A marca em seu braço ainda estava ali. O roxo escuro em forma de corda parecia pulsar. Nenhum objeto em casa podia tê-la provocado. E ela sabia — sabia com cada parte do corpo — que aquilo viera do porão. Ou do que havia embaixo