Dante
A culpa era uma corrente invisível, apertando meu peito desde aquela noite no quarto de Emma. A imagem dela, chorando, o vestido rasgado, os olhos cheios de medo e repulsa, não saía da minha mente. Eu a forçara, invadira seu espaço, deixara a raiva e o desejo tomarem conta, e o peso disso me consumia. Naquela noite, eu fora fraco. O desejo por ela, aquela chama que me incendiava, me fizera cruzar uma linha que eu jurara nunca ultrapassar. E agora, dias depois, eu ainda não conseguia encar