Capítulo 17

Dante

A culpa era uma corrente invisível, apertando meu peito desde aquela noite no quarto de Emma. A imagem dela, chorando, o vestido rasgado, os olhos cheios de medo e repulsa, não saía da minha mente. Eu a forçara, invadira seu espaço, deixara a raiva e o desejo tomarem conta, e o peso disso me consumia. Naquela noite, eu fora fraco. O desejo por ela, aquela chama que me incendiava, me fizera cruzar uma linha que eu jurara nunca ultrapassar. E agora, dias depois, eu ainda não conseguia encará-la. Evitava os corredores onde ela poderia estar, mantinha-me trancado no escritório quando em casa, mas mesmo assim, ela estava em todos os lugares — nos meus pensamentos, nos meus sonhos, no vazio que sua ausência deixava.

O escritório estava envolto na penumbra da manhã, o sol lutando para atravessar as cortinas pesadas, sai tão cedo que nem o café tomei em minha própria casa. Eu estava sentado à mesa de carvalho, os relatórios do porto espalhados à minha frente, mas minha mente não estava
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