Dante
O galpão surgiu na escuridão como um túmulo de metal enferrujado, uma lâmpada solitária pendendo do teto, balançando e lançando sombras que dançavam como demônios nas vigas. Deslizei o carro a vinte metros, desliguei o motor — o silêncio engoliu o ronco, deixando apenas o zumbido nos ouvidos e o sangue pulsando nas têmporas. Minha mão checou o peso familiar da pistola, deslizando-a um centímetro para fora do coldre, o metal frio uma promessa de vingança.
Saí. Fechei a porta com clique cont