Dante
O telefone vibrou contra meu peito como um coração de metal enjaulado, cada pulso uma acusação. O ar do escritório estava pesado, impregnado do couro queimado pelo sol da tarde, do uísque derramado na madeira antiga e daquele cheiro metálico de sangue que nunca sai das minhas mãos — um lembrete eterno de que eu era a Fera, não o homem. Caminhei em círculos, os sapatos de couro rangendo no chão como um predador que sabe que a jaula está prestes a se abrir.
A voz de Salazar escorreu pelo fo