Emma
A luz branca do hospital filtrava pelas persianas, desenhando listras douradas no lençol. O curativo na orelha latejava, mas a dor era suportável — um lembrete de que eu estava viva, de que sobrevivera ao inferno do galpão. Alguém estava ao pé da cama. Uma mulher jovem e loira, cabelos ondulados, olhos verdes. O rosto... idêntico às fotos antigas de Laura. Meu coração disparou.
— Laura...? — A palavra saiu rouca, assustada. Sentei-me rápido. A cabeça girou, dor explodindo na orelha.
— Cuid