Emma
A casa de Vitória ficava no subúrbio cinzento de Nápoles, uma construção modesta de tijolos descascados, cercada por um jardim selvagem que ninguém mais cuidava. Eu estacionara o carro a duas quadras de distância, o capuz do casaco cobrindo meu rosto apesar do sol fraco da tarde. Vitória abriu a porta com um suspiro cansado.
— Você vai se meter em problemas, Emma — murmurou ela, olhando para os lados como se as sombras já nos vigiassem.
Sorri, um sorriso amargo que não chegava aos olhos.
—