31. VERDADES ENTERRADAS
Dois dias se passaram desde aquela noite maldita.
Deise caminhava lentamente pela varanda da casa de Miguel, seus pés descalços tocando o piso de madeira fria enquanto o vento suave da manhã acariciava seus cabelos. Os olhos, antes vibrantes, agora pareciam turvos, perdidos em um labirinto de pensamentos que se cruzavam sem fim. Ela tentava se lembrar dos detalhes, tentava montar as peças daquele quebra-cabeça distorcido que a mente insistia em embaralhar.
Havia flashes. A lembrança de uma taça