Mundo ficciónIniciar sesiónMarcos enviou sua noiva para a prisão no dia do casamento. Tirou-a da cadeia quando descobriu que ela estava grávida e a levou para sua fazenda para fazê-la pagar pela traição. Sendo uma jovem órfã, Maite acreditava que nunca se livraria daquele homem cruel, que a obrigou a se casar com ele. Porém, seu irmão apareceu para resgatá-la. Embora tenha conseguido se libertar, ela acabou voltando para ele quando seu filho desapareceu. Durante todo esse tempo, enquanto Marcos acreditava que estavam construindo um lar, Maite se preparava para lhe dar o mesmo golpe que ele havia lhe dado no passado. Ela nunca esqueceu. Apenas esperou o dia da sua vingança.
Leer másCom o som de um disparo que ressoou por todos os cantos da mansão, as empregadas se levantaram sobressaltadas. Emma desceu rapidamente com sua roupa manchada de sangue.
—Amanhã, quando acordar, sua vida será um inferno, Maite Ferri. Eu te odeio com toda a minha alma. Mal posso esperar para ver como o ódio de Marcos cairá sobre você. Ele vai te odiar e te abominar —declarou enquanto caminhava até o carro que havia estacionado fora da hacienda. Antes de ir embora, viu o carro de Marcos chegando e respirou aliviada ao perceber que ele não a havia encontrado.
—Em breve você será meu, Marcos Heredia. Só meu.
Marcos havia saído da mansão como todos os dias para ir trabalhar. No entanto, seu amigo Alfonso havia preparado uma despedida de solteiro para ele naquela noite.
Mas Marcos não tinha nenhuma intenção de aproveitar. Estava com a testa franzida e visivelmente estressado. Seu rosto mostrava amargura ao ver as mulheres dançando para ele. Sentiu-se furioso e nem sequer continuou olhando para elas. Desviou o olhar para qualquer outro lado.
Por alguma razão, seu coração se sentia angustiado. Levantou-se do assento e empurrou a mulher que dançava à sua frente, sem nem sequer olhá-la ou se desculpar. Saiu rapidamente do apartamento.
A mulher sentiu raiva e vergonha, mas no fundo agradeceu que o homem tivesse ido embora. Passou a noite inteira amargurada; nem sequer sorriu para elas nem as olhou.
Ao chegar à mansão, Marcos ouviu os gritos desesperados de suas empregadas. Subiu rapidamente as escadas e, ao chegar ao quarto de Maite, encontrou um homem nu no chão. Uma ira incontida se apoderou dele e caminhou rapidamente até ele. As empregadas ficaram paralisadas, sem saber o que fazer ou dizer. Haviam escutado o disparo e se trocaram rapidamente para chegar ao local.
Marcos se aproximou e, ao ver que o homem tinha um ferimento de bala nas costas, tomou seu pulso. O homem estava morto.
—Que diabos aconteceu aqui? —balbuciou, levantando o olhar para o quarto. A porta estava aberta e ele se sentiu destruído ao ver Maite caída no chão, completamente nua e com uma arma na mão. Vários pensamentos cruzaram sua mente e destroçaram seu coração. Estava lutando entre a imagem de Maite nua, o homem morto e a pistola em sua mão.
Engoliu em seco quando viu que ao lado de sua amada estava sua avó.
—Vovó! —gritou desesperado ao vê-la ferida.
—Que diabos aconteceu?
Todas as empregadas se entreolharam até que uma delas falou nervosamente:
—Não… Não… Não sei, senhor.
A ira invadiu Marcos e ele as fulminou com o olhar.
—Cubram-na —rosnou.
Uma empregada pegou um lençol e o jogou sobre o corpo nu de Maite.
Enquanto Marcos tomava o pulso fraco de sua avó, pediu angustiado:
—Chamem uma ambulância.
Uma das empregadas pegou o telefone e ligou para o hospital.
A ambulância chegou o mais rápido possível. O pulso de Elisa estava enfraquecendo e a angústia invadia Marcos, que com seus olhos escuros percorria o quarto. Encontrou um telefone no chão e o pegou nervosamente. Era o telefone de Maite e a tela estava quebrada, aparentemente havia caído de um lugar alto.
Na primeira tela encontrou um vídeo. Abriu-o temeroso e seu coração se encolheu ao ver as imagens daquele homem tocando o corpo de sua amada.
Marcos engoliu em seco e se desfez, sentando-se na beira da cama. Conteve com grande esforço as lágrimas que ameaçavam sair devido à traição de Maite.
Ao vê-la nua no chão frio, a raiva o cegou e, com o coração em pedaços, Marcos chamou a polícia.
Quando chegaram, cercaram o homem caído no chão. Recolheram a arma e a bengala com a qual haviam atacado Elisa como evidência. Levaram Maite para a prisão inconsciente, ainda sob os efeitos da droga.
Quando a polícia levou Maite, Marcos se dirigiu ao hospital. Desde que levaram sua avó, ela havia entrado na sala de cirurgia e até as seis da manhã ainda não havia saído.
Os médicos estavam fazendo todo o possível para salvá-la e a operação estava indo bem. Elisa estava tendo um lindo sonho, no qual seu amado esposo a recebia de braços abertos e, atrás dele, estavam seu filho e sua nora, os pais de Marcos, que haviam falecido anos atrás. Sua nora chorava e Elisa secava suas lágrimas.
—Não o deixe sozinho —pronunciava Mer—. Você me prometeu.
Elisa, de cima, via seu neto triste.
Quando os pais de Marcos morreram, Elisa chegou ao local do acidente e a única pessoa que encontrou com vida foi sua nora, Mer, mãe de Marcos.
—Prometa-me que vai cuidar dele e não vai deixá-lo sozinho —foram as últimas palavras de Mer. Entre lágrimas, Elisa assentiu e desde aquele dia viveu para cuidar de seu neto. Marcos era tudo o que lhe restava de seu filho, que faleceu junto com sua esposa naquele acidente de trânsito.
Quando a operação estava prestes a terminar, algo aconteceu. Todos os médicos começaram a se mover mais rápido. Elisa estava indo embora e usaram a máquina para trazê-la de volta várias vezes.
A tela da máquina mostrava uma linha reta e um som que indicava que a vida de Elisa havia se ido. Alfonso pegou as pás e aumentou a intensidade, começou a bater no coração de Elisa para tentar trazê-la de volta. Os outros observavam e balançavam a cabeça em sinal de que era inútil: Elisa havia partido.
—Vamos, Elisa —clamava Alfonso—. Você não pode ir, faça isso por Marcos.
Na sala de espera, Marcos andava de um lado para o outro. De repente, as portas da sala de cirurgia se abriram e saiu Alfonso, encharcado de suor, ficando parado sem se mover. Marcos se aproximou lentamente e, com um nó na garganta, olhou nos olhos de seu amigo, o melhor médico da cidade, e perguntou com uma voz aguda e tenebrosa:
—Está tudo bem? Não é?
Alfonso balançou a cabeça e Marcos o agarrou pelo jaleco branco com um olhar assassino e uma dor profunda no coração.
—Diga-me que está bem. Diga-me que minha avó se salvou —exclamou.
Na última pergunta, seus olhos se encheram de lágrimas ameaçadoras que estavam prestes a cair. Alfonso tentou acalmá-lo dizendo:
—Elisa está bem, mas… —Fez uma pausa e engoliu em seco.
—Mas o quê? —perguntou furioso Marcos.
—Entrou em coma…
Marcos levou as mãos ao rosto e inclinou a cabeça sentindo uma dor profunda no peito. Com uma voz fraca, pronunciou:
—É o mesmo que estar morta.
As lágrimas rolaram por suas bochechas, desta vez ele não as conteve; eram lágrimas por sua avó, a mulher que mais o havia amado na vida.
—Não… —disse Alfonso—. Há possibilidades de que acorde.
—Acorde? —sorriu Marcos com um sorriso sem esperança. Depois continuou—: Quando? Depois de cinco, dez, vinte anos?
—Tenha fé, Marcos. Elisa é muito forte, mais cedo ou mais tarde ela vai acordar —tentou tranquilizá-lo Alfonso.
Depois disso, Marcos se dirigiu à cela onde estava Maite, ainda dormindo.
Parou em frente a ela, olhando-a com desprezo. Ela acordou atordoada, como se estivesse tendo um pesadelo. Abriu os olhos com espanto e a primeira coisa que viu foi o belo rosto de Marcos.
Sorriu, mas ele estava tão furioso que se notava em seu olhar. Ela segurou suas mãos com felicidade.
—Chegou o dia, amor —disse Maite.
Ele se soltou bruscamente de seu agarre e se afastou da cama empoeirada onde estava Maite. Ela o olhou com espanto e, ao sentar-se, olhou ao redor.
—Marcos, o que está acontecendo? Que lugar é este? —Ele se virou para vê-la e seu rosto ficou vermelho de raiva.
Angustiada, Maite não sabia o que estava acontecendo quando Marcos decidiu falar.
—Isto é uma prisão! —exclamou ele.
Ela se perguntou o que fazia na cadeia e como havia chegado àquele lugar. Com um sorriso e fechando os olhos, disse:
—Isto é uma brincadeira, não é?
—Não! —cuspiu Marcos, enfurecido. Maite abriu os olhos e engoliu em seco, nunca o havia visto tão furioso e tremeu ao ouvir seu grito.
—O que está acontecendo? Marcos, por que você está se comportando assim? —perguntou Maite, temerosa.
Ele sorriu com desagrado.
—Você é uma cínica, pare de se fazer de vítima —gritou enfurecido.
Maite nunca havia sido tratada daquela maneira e, sentindo medo pela atitude de Marcos, não compreendia o que estava acontecendo. Por que ele estava se comportando assim?
Suspirou e tentou acalmar seu coração que batia dolorosamente no peito.
O olhar de Marcos a aterrorizava e ela não encontrava respostas sobre por que estava na prisão. Ainda pensava que tudo era uma brincadeira.
Reunindo coragem, perguntou:
—O que eu fiz? Diga-me —Ele riu com desgosto—. Não compreendo, o que significa isto? Supostamente hoje é o dia do nosso casamento, não acha que deveríamos estar na igreja? O que estamos fazendo aqui?
Marcos engoliu em seco e olhou para ela com desprezo.
—Nosso casamento? —riu novamente—. Vai continuar fingindo que não sabe o que aconteceu? —Fez uma pausa e tirou o celular do bolso—. Vou te lembrar.
Colocou o celular na frente de Maite, mostrando o vídeo gravado. Um arrepio percorreu o corpo de Maite e ela sentiu vergonha pelo que via.
Seu coração se estremeceu de dor ao perceber que o sonho ou, melhor dizendo, o pesadelo que tivera na noite anterior era real. Estava gravado em um vídeo no qual ela mantinha relações com outro homem que não era seu futuro esposo.
—Não, isso não pode ser verdade —disse nervosamente, levando as mãos à cabeça—. Eu nunca faria isso em meu juízo perfeito.
—Ha… —zombou Marcos com desprezo—. Talvez não em seu juízo perfeito, mas você se embebedou até perder o controle e se deitou com outro homem na minha casa como uma vadia.
—Marcos, não me ofenda —disse Maite, com lágrimas nos olhos. Jamais ninguém a havia tratado e insultado daquela maneira, o que enfureceu ainda mais Marcos.
—Cale-se —gritou ele fortemente, fazendo uma pausa—. Não só me traiu com outro homem, como quando minha avó te descobriu, você a atacou até deixá-la em coma e depois assassinou seu amante.
Aterrorizada pelo que acabara de ouvir, Maite se defendeu.
—Está mentindo! —gritou, invadida pelo medo e pelo terror—. Eu nunca machucaria Elisa, muito menos mataria alguém… Tudo é mentira, ou uma brincadeira —dizia enquanto levava as mãos à cabeça e desgrenhava o cabelo—. Não tenho amante —gritou desesperada, esperando que Marcos acreditasse nela.
—Pare de mentir —disse Marcos com amargura, apertando os punhos e mordendo os lábios—. Eu te encontrei nua junto com ele, o vídeo mostra o que você fez. Você é tão p… —engoliu o resto das palavras e continuou— para gravar um vídeo mantendo relações com outro. —Maite queria se defender, mas a voz de Marcos era mais forte—. Além disso, encontraram a arma em sua mão e suas impressões digitais na bengala com a qual atacou minha avó.
Maite não conseguia assimilar o que estava ouvindo e chorava com desespero, ao mesmo tempo em que ria com desgosto. Tudo aquilo lhe parecia uma brincadeira de mau gosto.
—Não… Não, não pode ser verdade —dizia, levando as mãos à cabeça e esfregando o rosto com força. Parecia uma louca desesperada, esperando que Marcos lhe dissesse que tudo era apenas uma maldita brincadeira.
—Nunca te perdoarei por ter tentado matar minha avó. Seu pai deve estar se revirando no túmulo pelo que você acabou de fazer —disse ele com fúria.
O que Maite nunca permitiria era que usassem o nome de seu pai para ofendê-la, então, furiosa, gritou para ele:
—Deixe meu pai em paz! Ele não tem nada a ver com tudo o que você está me acusando.
A vida de Maite e Marcos como pais se tornava cada dia mais desafiadora, pois eles não sabiam muito bem como exercer esse papel. Haviam se tornado excessivamente protetores com o pequeno Albert. A situação ficou mais fácil quando a adoção daquele menino que acompanhava Albert no dia em que Marcos o encontrou foi concretizada. Agora tinham dois filhos, aos quais dariam todo o amor que eles haviam perdido quando a mulher que cuidava deles morreu.Aqueles meninos que haviam passado tanto tempo sem amor agora tinham de sobra. Albert se sentia feliz e contente vivendo com seus novos pais e visitando de tempos em tempos o tio, a prima e a avó nos Estados Unidos.Marcos estava em sua sala quando anunciaram a chegada de uma pessoa.— Deixe-o entrar.Fazia muitos anos que não o via, para ser exato, desde o dia em que ele confessou o motivo de ter ajudado Emma ao trocar as provas. O dia em que revelou que o filho que Emma perdeu era, na verdade, dele. Naquele dia, Marcos o espancou até se cansa
A polícia chegou, apontou para Emma e ordenou que baixasse a arma, mas ela queria levar Maite consigo. Tentou disparar novamente contra Maite, que estava em choque, olhando para o marido caído no chão com uma bala nas costas.Ao tentar matar Maite, a polícia atirou, derrubando Emma.Elisa saiu do carro; ao ver Marcos no chão, levou a mão ao peito, os joelhos fraquejaram e Santiago evitou que ela caísse.— Você não, Marcos! Você não pode me deixar! — Ela já havia enterrado o marido, o filho e agora o neto. Dito isso, desmaiou.Maite, por sua vez, deixou o menino no chão. Seus joelhos bateram contra a terra, e suas mãos trêmulas foram até o rosto do amado. Soltando um grito de impotência, ela o abraçou, afundou o rosto em seu pescoço e sentiu o pulso muito fraco. Imediatamente o afastaram, colocaram-no na maca e o levaram para a ambulância.Maite abraçou novamente o filho; não queria soltá-lo, mas também não queria deixar o marido sozinho. Porém, agora ele precisava mais dela; por isso,
Já tinha tudo pronto; a maleta estava aos seus pés. Quando Maite saiu do banheiro e o encontrou assim, ficou preocupada.— O que está acontecendo?— Eles querem que você leve o dinheiro.Ela ficou em silêncio por um momento.— Eu levo — agarrou a maleta para sair.— Não, eu não posso permitir isso. Sou eu quem deve levar…Ele se levantou e a deteve.— Se pediram que seja você, vamos fazer como eles mandam. Não vou colocar a vida do nosso filho em risco — acariciou o rosto do seu homem, aproximou os lábios e o beijou. — Se queremos nosso filho de volta, temos que fazer do jeito que eles pedem. Suponho que ameaçaram fazer algo com ele se não seguíssemos as ordens, não é? Você quer isso? Quer que machuquem o nosso bebê? — Marcos negou com a cabeça.— Então, amor. Deixe-me ir.— Não vou permitir! Prefiro morrer a deixar você ir sozinha. Não importa as ameaças que façam; eu sei que não vão machucá-lo enquanto não tiverem o dinheiro. Se você levar, podem machucar vocês dois.— Não confia qu
— E você? Quem você pensa que é para entrar assim na minha casa? — replicou Ángel.Marcos olhou com altivez ao seu redor e, com arrogância, respondeu:— Tem certeza de que esta é a sua casa?Embora fosse verdade que o advogado tinha sua própria casa, naquele momento ele se encontrava na mansão de seu avô, o lugar onde vivia sua mãe e onde ele mesmo havia crescido. E aquela casa também fazia parte da herança que seu avô havia deixado para Marcos. A pedido de Elisa, ele havia aceitado não despejar a mãe de Ángel. No entanto, depois de tudo o que os filhos daquela mulher haviam feito, ele não hesitaria em colocá-los na rua.Caminhou pela sala, pisando firme no chão e fazendo o solado de seus caros sapatos ecoar.— Você está no meu território, e posso esmagá-lo quando eu quiser! — Jogou o maletim de Ángel no chão e se acomodou nos sofás como um verdadeiro rei.De lá, olhou fixamente para Izan.— Então você queria me destruir jogando tão sujo! — Levantou-se e parou diante dele. Apertou a m
Último capítulo