29. A QUEDA DO PREDADOR
O relógio já passava das 23h. À noite, embora bela do lado de fora, escondia por trás de sua quietude um silêncio sombrio que se estendia pelos corredores da casa de campo dos Duarte.
Lucas entrou no quarto onde Deise repousava, aparentemente adormecida. Seus passos eram lentos, calculados. Os olhos, carregados de uma euforia doentia, passeavam pelo corpo da mulher que, para ele, representava muito mais do que desejo — representava posse, domínio, ego ferido. Ele se aproximou da cama como um pr