Mundo de ficçãoIniciar sessãoHagen Von Strauss tinha tudo: fortuna, poder e o controle do maior império de diamantes do mundo. Mas tudo muda quando seu jato particular desaparece em um misterioso acidente, e ele é declarado morto. Viúva da noite para o dia, Evelyn Moore vê sua vida desmoronar. A antiga secretária que conquistou o coração do poderoso CEO é acusada de interesse, humilhada e expulsa pela influente família Strauss sem receber nada do que lhe pertencia por direito. Obrigada a recomeçar do zero, Evelyn encontra na costura uma forma de sobreviver. Durante três anos, ela transforma dor em força, construindo uma nova vida longe do luxo que um dia conheceu. Até que Hagen retorna. Vivo. Mas sem qualquer lembrança do passado. Sem se recordar do casamento, do amor que viveu ou da mulher que abandonou involuntariamente, ele reaparece ao lado de uma nova noiva: justamente a mulher que ajudou a destruir Evelyn. Agora, o destino prega sua peça mais cruel. Enquanto costura o vestido de casamento da rival, Evelyn precisa conviver com o homem que ainda ama e que não faz ideia de quem ela é. Entre segredos, traições e verdades enterradas sob o brilho dos diamantes, uma pergunta permanece: Quando Hagen recuperar a memória, será tarde demais para recuperar o coração da mulher que nunca o esqueceu?
Ler maisA mansão dos Strauss brilhava sob as luzes douradas dos lustres de cristal. Faltavam apenas dois dias para o casamento.
Evelyn entrou no escritório da família sem imaginar o que a aguardava. Melissa Von Strauss e Otto Von Strauss estavam sentados lado a lado. Sobre a mesa de madeira escura havia uma pasta e um cheque. — Sente-se, senhorita Moore — disse Melissa friamente. Evelyn obedeceu. Otto empurrou o cheque em sua direção. — Dez milhões de dólares. Ela arregalou os olhos. — O quê? — O valor que estamos oferecendo para você desaparecer da vida do nosso filho. O coração de Evelyn afundou. — Eu não entendo... Melissa soltou uma risada sem humor. — Não finja. Você sabe muito bem que não pertence ao mundo de Hagen. — Eu o amo. — Amor? — Melissa debochou. — Você é bonita, admito. Muito bonita. Mas beleza acaba. O que mais tem a oferecer ao meu filho? As lágrimas começaram a se formar nos olhos de Evelyn. — Eu nunca quis o dinheiro dele. — Claro que quis — respondeu Otto. — Mulheres como você sempre querem. — Isso não é verdade! Melissa levantou-se. — Olhe para os amigos de Hagen. Para os empresários, políticos e milionários que convivem com ele. Você não tem o mesmo sobrenome, a mesma educação, os mesmos modos. Nunca será aceita naquele círculo. Cada palavra era uma facada. — Hagen me ama. — Não. — Melissa cruzou os braços. — Hagen está com você por causa dessa gravidez. Evelyn levou uma das mãos à barriga. — Não fale assim... — Foi exatamente isso que aconteceu. Você deu o golpe da barriga e agora ele se sente obrigado a casar. — Eu nunca dei golpe nenhum! — ela chorou. — Nós nos apaixonamos. Ele me pediu em casamento porque me ama. Otto balançou a cabeça. — Meu filho é responsável demais para abandonar uma criança. — Esta criança é neta de vocês! — Evelyn respondeu entre lágrimas. — É sangue do sangue de Hagen! Melissa a encarou com desprezo. — Jamais reconhecerei essa criança como minha neta. O silêncio foi brutal. Evelyn empalideceu. — O quê? — O sangue dos Von Strauss não pode se misturar com o sangue de pessoas como você. As lágrimas escorreram livremente pelo rosto dela. — Como pode dizer uma coisa dessas? — Porque é a verdade. Melissa apontou para o cheque. — Pegue o dinheiro. Saia antes do casamento. Tenha um pouco de dignidade. Evelyn respirou fundo. Seu coração estava despedaçado, mas sua voz saiu firme. — Só existe uma condição para eu ir embora. Melissa arqueou uma sobrancelha. — Qual? — Hagen precisa olhar nos meus olhos e dizer que não me ama. Os dois ficaram em silêncio. — Se ele disser isso... eu desapareço da vida dele para sempre. Sem perguntas. Sem escândalos. Ela enxugou as lágrimas. — Mas se ele não disser, eu vou me casar com ele. Otto observou a jovem por alguns segundos. Então sorriu. Um sorriso frio. Cruel. — Nesse caso, senhorita Moore... Ele se levantou lentamente. — Prepare-se para entrar no inferno. Evelyn sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Naquele momento, ela ainda não sabia. Mas aquela família faria de tudo para destruir sua felicidade.HAGEN O carro atravessou os portões da mansão lentamente. Meu coração acelerou. Eu conhecia aquele lugar. Ou pelo menos uma parte de mim conhecia. Os jardins. A fonte central. As enormes colunas da entrada. Tudo parecia familiar. Como uma fotografia esquecida que alguém colocava novamente diante dos meus olhos. Quando o carro parou, permaneci alguns segundos imóvel. Observando a casa. Uma mansão imponente. Elegante. Fria. Estranhamente familiar. — Está tudo bem? Perguntou Melissa. Assenti. — Eu conheço este lugar. Minha voz saiu baixa. — Claro que conhece. Ela sorriu entre lágrimas. — Você cresceu aqui. Cresceu. A palavra provocou um pequeno flash. Um menino correndo pelos corredores. Uma governanta atrás dele. Risadas. Depois tudo desapareceu. Levei a mão à cabeça. — Hagen? Perguntou Isabella. — Estou bem. Respirei fundo. — Só... algumas imagens. Otto imediatamente se aproximou.
ISABELLA Depois que Hagen subiu para o quarto, a mansão ficou estranhamente silenciosa. Pela primeira vez em três anos. Melissa ainda chorava. Mas agora eram lágrimas diferentes. Não de luto. De esperança. Otto serviu uma dose de uísque. As mãos ainda tremiam. Algo que eu jamais tinha visto acontecer. Durante anos aqueles dois viveram como sombras. Agora pareciam vivos novamente. — Obrigada, Isabella. Melissa segurou minhas mãos. Os olhos vermelhos de tanto chorar. — Você trouxe meu filho de volta. Sorri. Humilde por fora. Satisfeita por dentro. — Eu apenas tive sorte de estar naquela ilha. — Não. Melissa balançou a cabeça. — Você devolveu Hagen para nós. As lágrimas voltaram. — Depois de três anos... Meu filho voltou para casa. Otto ergueu o copo. Observando o líquido âmbar. Pensativo. — E agora tudo pode voltar ao normal. Meu olhar encontrou o dele. — Tudo? Otto assentiu. — Tudo. Havia algo na forma como falou aquela
EVELYN O telefone escorregou da minha mão. Por alguns segundos eu não consegui respirar. Não consegui pensar. Não consegui me mover. Apenas fiquei parada. O coração disparado. As lágrimas escorrendo sem controle. Hagen está vivo. As palavras de Marcus ecoavam na minha cabeça. Uma vez. Duas. Cem vezes. Mil vezes. Vivo. Meu marido estava vivo. O homem que eu chorei durante três anos. O homem que enterrei sem corpo. O homem que pensei que nunca mais veria. Estava vivo. Levei as mãos à boca. Tentando conter os soluços. Mas era impossível. Meu corpo inteiro tremia. Porque eu tinha sonhado com isso tantas vezes. Tantas. Perdi a conta das noites em que imaginei Hagen entrando pela porta. Sorrindo. Me abraçando. Dizendo que tudo tinha sido um engano. Mas então eu acordava. E ele continuava morto. Só que dessa vez não era um sonho. Era real. Hagen estava vivo. As lágrimas caíam sem parar. Quando meus joelhos perderam a for
MarcusMeu celular não parava de tocar.Mensagens.Ligações.Notificações.Uma atrás da outra.O aparelho vibrava sem descanso sobre a mesa da sala, enquanto a tela se iluminava a cada segundo com novos alertas.A notícia já tinha tomado o mundo.HAGEN VON STRAUSS ESTÁ VIVO.Os principais canais de televisão transmitiam imagens ao vivo do aeroporto.Repórteres falavam ao mesmo tempo, tentando conseguir qualquer informação inédita.Helicópteros sobrevoavam a região.Jornalistas disputavam espaço atrás das grades de segurança.Sites internacionais atualizavam as manchetes a cada minuto.As redes sociais estavam em completo colapso.Milhões de pessoas comentavam, compartilhavam vídeos e levantavam teorias.Ninguém conseguia acreditar.E eu continuava sentado na sala.Imóvel.Olhando para a televisão.Sem conseguir desviar os olhos daquela imagem.Sem acreditar.— Meu Deus...Michele sentou ao meu lado.Também emocionada.Ela levou a mão à boca para conter o choro.Os olhos estavam comple





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