15. SE ENTREGANDO AO DESEJO
A chuva caía fina e persistente, e Deise permaneceu ali, parada sob o céu nublado como se o tempo tivesse congelado. As gotas deslizavam por seu rosto, se misturando às últimas lágrimas que ainda ousavam escapar. Ela não se importava. Sentir a chuva era quase libertador — como se, de alguma forma, lavasse um pouco do peso que ainda carregava no peito.
Respirou fundo, fechou os olhos por alguns segundos e, só então, lentamente, virou-se e caminhou de volta para dentro do hospital. Seus passos er