Mundo ficciónIniciar sesiónAos 22 anos, Stella Blake só queria uma chance. Com a mãe doente, as contas se acumulando e um currículo que ninguém queria olhar, ela aceita qualquer emprego que aparecer. Até mesmo uma vaga humilde de assistente em uma gigante de tecnologia. O que ela não esperava era entrar na sala errada, no momento errado... e sair de lá noiva do homem mais odiado e desejado do país. Dominic Scott é tudo o que Stella deveria odiar: herdeiro arrogante, CEO de uma fortuna construída sobre o sangue de seus pais, e famoso por trocar de mulher como troca de camisa. Desde o acidente que matou seus pais, ele se enterrou em contratos, uísque caro e corpos vazios, convencido de que o amor é uma fraqueza que não pode mais pagar para ter. Mas a avó de Dominic está prestes a tirar tudo dele. Ela o força a se casar em seis meses, ou perderá o controle da empresa. Desesperado, ele faz uma proposta absurda para a primeira mulher que vê pela frente: uma aliança falsa em troca de dinheiro, estabilidade... e um apartamento que resolveria a vida de Stella. O que nenhum dos dois esperava era que a farsa começasse a se tornar real. Entre jantares de mentira que parecem íntimos demais, toques ensaiados que provocam arrepios de verdade, e olhares que deveriam ser só atuação, Stella e Dominic descobrem que sentimentos não seguem contratos. Dom jura que não quer amar. Stella jura que não vai cair na armadilha de um homem que a trata como posse. Entre beijos roubados, mentiras que se tornam verdades e a sombra de uma avó que enxerga mais do que devia, essa história é sobre dois feridos aprendendo que, às vezes, quem menos esperamos... é exatamente quem precisamos.
Leer másDominic Scott
Acordei com o barulho insuportável do celular vibrando na mesa de cabeceira. Observei o nome na tela antes de atender e levar ao ouvido. Lucas — Alô? — minha voz ainda saiu sonolenta, arrastada. — Dom? Cadê você, porra? — Logo de manhã xingando? — Estou falando sério, cara. Sua avó está aqui e está uma fera. Está deixando todos os funcionários loucos. — Ouvi um suspiro frustrado do outro lado. — Vem logo. Soltei um grunhido, passando a mão no rosto. Foi só então que percebi o corpo nu ao meu lado e os cabelos loiros espalhados pelo travesseiro. — O que foi? — ela perguntou, a voz ainda embargada de sono. — Tenho que ir para a empresa. — Mas já? — Sua voz em um tom manhoso me causou repulsa. — Achei que passaríamos a manhã juntos. Ela se esticou, movendo-se lentamente na minha direção. Os seios enormes balançaram com o movimento, o mamilo ainda rosado do que fizemos horas antes. Um sorriso safado apareceu nos lábios dela. Sabia o que ela queria. O que todas queriam depois de uma noite comigo. Me procuravam implorando por mais, mas eu não costumava passar de três noites com a mesma mulher. Tempo suficiente para prazer, curto demais para criar sentimentos. Já tínhamos passado três noites. Essa era a última. E ela estava tentando me persuadir com seu jogo de sedução. Não recusei. Não sou bobo de recusar sexo. Ainda com os olhos fixos nos meus, Samira enrolou meu pau com suas mãos e enfiou na boca como se fosse um pirulito. Esperei um pouco até a boca se acostumar e segurei em seus fios de cabelos loiros pra dar mais intensidade Inclinei a cabeça para trás, apoiando os braços no travesseiro, e a observei. Ela passou a língua lentamente da base até a ponta, num movimento que parecia feito para me provocar. Depois, com a mesma lentidão calculada, envolveu a glande com os lábios, sugando suave antes de descer. Esperei um pouco, sentindo sua boca se acostumar ao tamanho, e então enfiei os dedos em seus fios loiros. Acertei o ritmo, guiando sua cabeça para baixo e para cima com mais intensidade. Ela aceitou sem resistência, os olhos marejados subindo para encontrar os meus, e aquilo me deu um prazer quase tão grande quanto o físico. Sua mão esquerda desceu até minhas bolas, acariciando com os dedos enquanto a boca continuava o trabalho. A outra apertava minha coxa, as unhas marcando a pele. O som úmido e repetitivo preenchia o quarto junto com os gemidos abafados dela. Senti o calor se acumular na base da espinha. Minha respiração ficou pesada, e apertei os dedos em seu cabelo, puxando um pouco mais forte. Ela gemeu contra mim, a vibração percorrendo todo meu corpo. — Assim — grunhi, a voz mais rouca do que pretendia. Samira intensificou os movimentos, sua língua pressionando contra a veia na parte inferior enquanto sugava com mais força. Meu corpo ficou rígido por um segundo e eu gozei com um gemido preso entre os dentes, sentindo o calor se espalhar pela boca dela. Samira não recuou, continuou com os lábios ao redor de mim, sugando até o último tremor passar. Apenas então se afastou, limpando o canto da boca com o polegar, com aquele sorriso safado. — Agora pode ir — eu disse, com a voz rouca. — Você vai me ligar? Solto um riso curto foi a única resposta que dei antes de sair da cama. Peguei a calça no chão, vestindo-a com pressa, enquanto ela se espreguiçava novamente nos lençóis É claro que não vou ligar.Stella Blake Vinte e cinco anos depois...O sol da manhã entrava pela janela da cozinha. A mesma cozinha. A mesma Mônica — não, a Mônica tinha ido embora há dez anos, descansar com Deus, como ela mesma dizia. Mas a cozinha continuava com o cheiro de pão, porque a Inês aprendeu a receita e nunca mais parou de fazer.A mesa estava posta para o café. A Alana já tinha saído para o hospital. Ela era médica agora, neuropediatra, trabalhava num hospital público e vivia reclamando do sistema. Mas amava o que fazia. A Sofia ainda dormia? Não, a Sofia tinha se mudado há cinco anos, morava perto da praia, abriu um estúdio de arte. Ela vinha todo mês, trazia as crianças, e a casa voltava a ser bagunçada. O Miguel estava no quarto? Não, o Miguel fazia engenharia civil, morava numa república, aparecia para lavar roupa e pedir dinheiro emprestado.A casa estava vazia. O silêncio. O café.Dominic desceu as escadas com o andar mais lento, o cabelo todo branco, os olhos claros ainda vivos. Ele sentou
Stella BlakeA volta do resort foi mais devagar do que a ida. Não por causa do trânsito, mas porque ninguém queria voltar. A Sofia dormiu no colo do Dominic durante a maior parte do trajeto, a Celeste presa entre o braço dela e o peito. A Alana fingiu que lia, passou o tempo olhando a paisagem pela janela. O Miguel acordou duas vezes, chorou uma, riu outra. A Mônica ficava passando a mão na cabeça dele, cantarolando baixo.— A senhora está cansada? — perguntei.— Cansada não. Rezando.— Rezando o quê?— Para o ano que vem a gente voltar de novo.— A Mônica vai voltar todo ano agora?— Todo ano até Deus me levar.O Dominic segurou minha mão. O carro passava por plantações, por cidadezinhas, por postos de gasolina com cheiro de café passado. O sol estava alto. O ar quente.— Mãe, eu posso viajar sozinha nas férias do meio do ano? — a Alana perguntou, do nada.— Sozinha? Para onde?— Para a casa da avó da minha amiga.— Onde fica?— No Sul.— Longe.— É perto. Só uma hora de avião.— Uma
Stella Blake Os dias depois do julgamento foram estranhos. Não ruins. Estranhos. A gente tinha passado tanto tempo esperando aquele momento que, quando ele chegou, não sabia direito o que fazer com o silêncio. A Sofia perguntou se a gente ia viajar. A Alana perguntou se ia ter festa. O Miguel nem perguntou nada — ele só queria saber da mamadeira. Eu não queria viajar. Não queria festa. Eu queria ficar em casa. Deixar o tempo passar. Deixar o medo ir embora devagar. O Dominic ficou mais tempo no escritório na primeira semana. Não porque precisava. Porque não sabia ficar em casa sem ter o que resolver. Eu entendi. A gente tinha se acostumado com a luta. A paz assustava. No sétimo dia, ele chegou mais cedo. A Sofia estava no tapete da sala, ensinando a Celeste a desenhar. O Miguel estava no berço, jogando a chupeta para fora. Eu estava na cozinha, ajudando a Mônica a descascar batatas. — Pode sentar — a Mônica disse para ele, apontando para a cadeira. — Não estou cansado. —
Stella BlakeO dia do julgamento começou com o céu cinzento. Não chovia, mas o tempo estava pesado, como se o mundo inteiro soubesse que aquela hora tinha chegado. Acordei antes do despertador, o corpo cansado, a mente acelerada. Dominic já estava de pé, o terno preto impecável, o cabelo penteado para trás. Ele não dormiu direito desde a convocação. Nenhum de nós dormiu.A Mônica entrou no quarto sem bater. Ela sabia. Ela sempre soube.— O café está na mesa. A Inês vai ficar com as crianças. A Alana vai para a escola. A Sofia vai ficar em casa com a Celeste. O Miguel vai para a creche. Ninguém precisa saber o que vocês vão fazer hoje.— Obrigada, Mônica.— Não precisa agradecer. Só precisa voltar inteiros.Ela saiu. Dominic me abraçou.— Pronta?— Não. Mas vou.Descemos. Tomamos café rápido. Eu não senti o gosto. Ele também não. O Miguel estava no bebê conforto, mamando, alheio. A Sofia ainda dormia. A Alana tomava leite com chocolate, os olhos no celular. Não contei para ela onde a g





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