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5— Dominic... eu aceito me casar com você.

Stella Blake

— Filha?

A voz da minha mãe soou mais fraca do que na última vez. Muito mais fraca.

— Oi, mãe. Tudo bem?

— Tudo bem, filha. E você?

— Também estou bem.

Ouvi uma tosse seca do outro lado. Aquela tosse que ela tentava esconder, abafando com a mão, como se eu não fosse perceber.

— Mãe, você está bem mesmo?

— Ah, filha... os remédios acabaram. Os efeitos estão começando, mas não é nada. Eu vou melhorar.

Fechei os olhos. Os remédios. O tratamento. Tudo o que ela precisava e eu não podia dar.

— Por que você não me contou? — minha voz saiu mais apertada do que eu queria. — Eu vou ver se mando algo ainda esse mês. Mãe, a senhora tem que se cuidar.

Silêncio. Depois, a voz dela de novo, hesitante.

— Filha... você conseguiu o emprego?

Eu conseguia sentir a esperança nas palavras dela. A necessidade. Desde que meu pai morreu, sempre fomos nós duas. Sempre. Ela limpava casa dos outros para pagar meu caderno. Trabalhou em dois turnos para me manter na escola. Quando passei no vestibular, chorou de alegria — e depois chorou de novo, de preocupação, porque não sabia como pagaria a mensalidade.

Eu vim para essa cidade para fazer um futuro melhor. Para dar a ela tudo o que ela nunca teve.

E até agora, eu não tinha conseguido nada.

— Consegui, mãe. — A mentira saiu tão fácil que me assustou. — E paga muito bem.

— Ah, graças a Deus, filha. Graças a Deus. Eu sabia que você ia conseguir.

Ouvi uma batida ao fundo. A vizinha, provavelmente.

— Filha, a vizinha está na porta. Bom trabalho, viu? Deus te abençoe

Fiquei ali, o celular ainda na mão, os boletos na mesa, o silêncio do apartamento me engolindo. A cada dia que passava, eu me sentia mais fracassada. Mais distante da mulher que minha mãe esperava que eu me tornasse.

Meus olhos caíram sobre o cartão.

Platinado. Chique. Com o nome Dominic Scott gravado em relevo, um número de telefone direto, sem firulas. Estava ali, em cima da mesa, como um convite para um mundo que não era o meu.

Sentei no sofá e peguei o cartão. Passei os dedos sobre as letras. Lembrei dele naquele escritório enorme, a luz entrando pelas janelas, o sorriso fácil. Eu não podia negar: ele era o homem mais bonito que já vi na vida. Pessoalmente então... um Deus grego. Aquele terno de três peças caía como uma luva nele, realçando os ombros largos, os braços que pareciam esculpidos sob o tecido. Os olhos claros, o maxilar definido, o jeito que ele me olhou como se já soubesse que eu ia aceitar antes mesmo de eu saber.

Mordi o lábio, sentindo um calor subir pelo pescoço. Minha calcinha ficou molhada só de pensar.

Levantei e fui para o banho. A água quente — o máximo que o aquecedor velho conseguia — escorreu sobre minha pele, e tentei organizar os pensamentos. Se eu aceitasse, podia pagar os remédios da minha mãe. Podia quitar os boletos. Podia mandar dinheiro para ela todo mês, dar uma vida melhor, finalmente retribuir tudo o que ela fez por mim.

Se eu aceitasse.

Se eu não aceitasse, continuaria aqui, contando moedas, fazendo entrevistas que não davam em nada, assistindo minha mãe definhar enquanto eu não conseguia ajudar.

Saí do banho, enrolei a toalha no corpo e me sentei na cama. Peguei o celular.

O cartão estava na mesa da sala. Levantei, trouxe ele comigo, e fiquei ali, o número digitado mas sem coragem de ligar.

O telefone tocou uma vez. Duas. Três.

— Alô?

Meu coração disparou assim que escutei a voz dele. Passei a mão no cabelo molhado, tentando juntar coragem.

Respirei fundo.

— Dominic... eu aceito me casar com você

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