Mundo ficciónIniciar sesión
Dominic Scott
Acordei com o barulho insuportável do celular vibrando na mesa de cabeceira. Observei o nome na tela antes de atender e levar ao ouvido. Lucas — Alô? — minha voz ainda saiu sonolenta, arrastada. — Dom? Cadê você, porra? — Logo de manhã xingando? — Estou falando sério, cara. Sua avó está aqui e está uma fera. Está deixando todos os funcionários loucos. — Ouvi um suspiro frustrado do outro lado. — Vem logo. Soltei um grunhido, passando a mão no rosto. Foi só então que percebi o corpo nu ao meu lado e os cabelos loiros espalhados pelo travesseiro. — O que foi? — ela perguntou, a voz ainda embargada de sono. — Tenho que ir para a empresa. — Mas já? — Sua voz em um tom manhoso me causou repulsa. — Achei que passaríamos a manhã juntos. Ela se esticou, movendo-se lentamente na minha direção. Os seios enormes balançaram com o movimento, o mamilo ainda rosado do que fizemos horas antes. Um sorriso safado apareceu nos lábios dela. Sabia o que ela queria. O que todas queriam depois de uma noite comigo. Me procuravam implorando por mais, mas eu não costumava passar de três noites com a mesma mulher. Tempo suficiente para prazer, curto demais para criar sentimentos. Já tínhamos passado três noites. Essa era a última. E ela estava tentando me persuadir com seu jogo de sedução. Não recusei. Não sou bobo de recusar sexo. Ainda com os olhos fixos nos meus, Samira enrolou meu pau com suas mãos e enfiou na boca como se fosse um pirulito. Esperei um pouco até a boca se acostumar e segurei em seus fios de cabelos loiros pra dar mais intensidade Inclinei a cabeça para trás, apoiando os braços no travesseiro, e a observei. Ela passou a língua lentamente da base até a ponta, num movimento que parecia feito para me provocar. Depois, com a mesma lentidão calculada, envolveu a glande com os lábios, sugando suave antes de descer. Esperei um pouco, sentindo sua boca se acostumar ao tamanho, e então enfiei os dedos em seus fios loiros. Acertei o ritmo, guiando sua cabeça para baixo e para cima com mais intensidade. Ela aceitou sem resistência, os olhos marejados subindo para encontrar os meus, e aquilo me deu um prazer quase tão grande quanto o físico. Sua mão esquerda desceu até minhas bolas, acariciando com os dedos enquanto a boca continuava o trabalho. A outra apertava minha coxa, as unhas marcando a pele. O som úmido e repetitivo preenchia o quarto junto com os gemidos abafados dela. Senti o calor se acumular na base da espinha. Minha respiração ficou pesada, e apertei os dedos em seu cabelo, puxando um pouco mais forte. Ela gemeu contra mim, a vibração percorrendo todo meu corpo. — Assim — grunhi, a voz mais rouca do que pretendia. Samira intensificou os movimentos, sua língua pressionando contra a veia na parte inferior enquanto sugava com mais força. Meu corpo ficou rígido por um segundo e eu gozei com um gemido preso entre os dentes, sentindo o calor se espalhar pela boca dela. Samira não recuou, continuou com os lábios ao redor de mim, sugando até o último tremor passar. Apenas então se afastou, limpando o canto da boca com o polegar, com aquele sorriso safado. — Agora pode ir — eu disse, com a voz rouca. — Você vai me ligar? Solto um riso curto foi a única resposta que dei antes de sair da cama. Peguei a calça no chão, vestindo-a com pressa, enquanto ela se espreguiçava novamente nos lençóis É claro que não vou ligar.






