Dezembro chegou sem pedir licença. O escritório ganhou luzes discretas, um aroma constante de café misturado a especiarias e uma pressa diferente, quase afetiva. Não era só o fechamento do ano. Era o peso das memórias, das ausências, das promessas que pareciam mais urgentes quando o calendário começava a faltar páginas.
Ágata sentia isso no corpo. No cuidado maior ao escolher a roupa. No jeito como arrumava a mesa antes de ir embora. Havia algo no fim de ano que a deixava mais sensível, como se