O silêncio do quarto não era vazio. Cada respiração carregava a memória do que havia acontecido, cada toque lembrava do calor que permanecia, quase palpável. Henrique ainda estava próximo, dedos deslizando lentamente pelos cabelos de Ágata, como se cada fio fosse uma promessa silenciosa. Ela fechou os olhos, sentindo a presença dele como se fosse um território seguro e proibido ao mesmo tempo.
— Você não imagina o quanto… — ele começou, voz rouca, mas ela o interrompeu com um leve toque nos láb