Diana e Henrique já não dividiam a mesma casa havia meses.
A separação não fora explosiva. Não houve gritos, portas batidas ou cenas finais dignas de plateia. Foi silenciosa, quase administrativa. Conversas longas, cansadas, cheias de tentativas de salvar algo que já não respirava sozinho.
O amor não tinha acabado de uma vez. Ele foi se diluindo. Primeiro no toque raro. Depois no diálogo prático. Por fim, na constatação mútua de que insistir era apenas prolongar uma ausência.
Diana foi quem sai