Júlia saiu do restaurante em silêncio.
A noite havia caído há horas, mas a cidade parecia ainda desperta, viva demais para a turbulência dela. As luzes dos postes refletiam no capô vermelho do seu carro — um Mercedes conversível que ela havia comprado no ano passado, não por vaidade, mas por simbolizar algo que ela demorou muito a conquistar:
Independência. Conquista. Recomeço.
Mas agora, ao se sentar no banco de couro, as mãos no volante, ela sentia que estava à beira de perder tudo aquilo nov