A noite já tinha tomado conta da cidade quando Júlia chegou em casa. As luzes estavam apagadas, exceto pela pequena luminária da sala, que Marcos sempre deixava acesa para ela. Um gesto simples, mas que sempre carregou um significado enorme: eu te espero.
Ela passou por ele dormindo no sofá, o rosto tranquilo, o peito subindo e descendo devagar. O coração dela apertou forte, como se alguém tivesse segurado com as duas mãos e pressionado.
Marcos era casa.
Era calma.
Era certeza.
Mas havia algo d