Capítulo 29 — Vozes e Bilhetes (Parte II: O Mapa Invisível)
O silêncio, depois da saída dos homens, tinha textura. Não era ausência de som — era uma substância viva, espessa, que grudava na pele e entrava pelo ouvido como poeira. O ar estava saturado do cheiro de verniz e ferrugem. O porto lá fora continuava respirando, mas lá dentro, o tempo parecia de outra espécie.
Fiquei um tempo parado, tentando entender se o que ouvira era real ou se já fazia parte de uma alucinação do medo. Henestrosa, S