Capítulo 28 — Sombras no Galpão (Parte I: O Eco da Madeira)
A porta estreita cedeu um palmo, e o cheiro de madeira e ferro me recebeu como um animal antigo. Entrei. A folha voltou para o lugar com um suspiro metálico. Por um segundo, o mundo de fora — sirenes, guindastes, vozes — virou ruído abafado, como se alguém tivesse fechado uma torneira de som.
— Pare aí. — A voz feminina veio baixa, quase colada ao ouvido, de algum ponto à esquerda. — Sem perguntas. Dois passos para trás.
Obedeci sem