CAPÍTULO 57 — O QUADRO NA LOJA DE ANTIGUIDADES
Naquela mesma tarde — aquela que o vento escolhera — Mariana sentiu um incômodo doce no peito, como se alguém a chamasse sem voz.
Era uma sensação suave, quase impossível de explicar, como se o destino tivesse aberto uma porta invisível.
Ela não sabia para onde ir, mas sabia que precisava ir.
O céu estava cinza, de um jeito que não entristecia — acalmava.
Mariana caminhava sem rumo, deixando os passos seguirem sozinhos.
As vitrines refletiam sua im