CAPÍTULO 59 — O VENTO QUE NÃO EXPLICA.
O tempo não termina — ele se curva.
Essa era a verdade que Helena carregava como segunda pele enquanto caminhava por um corredor que não pertencia a nenhuma era.
O chão era de pedra antiga; o ar, de memória viva.
O castelo surgia ao redor dela como se estivesse acordando após séculos de silêncio, reconhecendo sua presença.
Ela não caminhava — deslizava.
A cada passo, uma tocha se acendia sozinha, projetando luz amarelada sobre retratos que pareciam seguir