Capítulo 11 — O Diário de Fogo
Chovia fino quando toquei a campainha. A mansão de Helena parecia respirar sob a água. Cada goteira transformava as colunas em sombras e o som da chuva parecia vir de dentro, não de fora. Um homem de luvas abriu sem perguntar quem eu era. O crachá do jornal estava no bolso, mas ninguém pediu identificação.
Fui conduzido por um corredor silencioso até uma porta dupla, escura e polida, com relevos dourados de flores e serpentes. O lacaio anunciou:
— Senhora Padilla,