Mundo de ficçãoIniciar sessãoDiogo Falconi sempre foi a maior dor de cabeça de seu pai. Filho do poderoso Dom da Máfia Falconi na Calábria, ele cresceu cercado de luxo e poder, mas nunca aceitou que decidissem seu futuro. Quando descobre que será obrigado a se casar por conveniência, ele toma a única decisão possível para um homem como ele: fugir. Do outro lado do oceano, Manuela Garcia está escapando do mesmo destino. Filha de uma família tradicional de São Paulo, ela se recusa a aceitar o casamento arranjado pelo pai. Determinada a ser livre, ela foge para Las Vegas. Duas vidas em rota de fuga. Um bar na Cidade do Pecado. E doses excessivas de tequila. Entre risadas e desafios, o herdeiro da máfia italiana e a brasileira destemida terminam a noite diante de um imitador de Elvis Presley. O problema? Na manhã seguinte, a ressaca traz uma certidão de casamento real. Agora, presos a um desconhecido, eles descobrem que o que aconteceu em Vegas não vai ficar em Vegas. Famílias poderosas exigem respostas, segredos perigosos vêm à tona e desfazer esse nó será muito mais difícil — e perigoso — do que imaginavam.
Ler maisO sol quente de Las Vegas refletia no vidro fumê do hall de entrada do hotel onde Manuela e Clara estavam hospedadas. Após horas revisando o que levariam para o outro lado do mundo, as duas amigas finalmente haviam terminado de arrumar as malas. A apreensão era palpável, mas no rosto de Manuela havia uma máscara de fria determinação. Clara, por outro lado, tentava disfarçar o nervosismo ajeitando a alça da bolsa a cada cinco segundos.Elas desceram até a recepção, entregaram as chaves e deixaram a bagagem sob os cuidados dos carregadores. O plano era simples: pegar um táxi até o hotel onde Diogo Falconi estava hospedado e encerrar a espera de dois dias antes do embarque para a Itália. No entanto, o universo de Diogo não funcionava com táxis ou esperas simples.Assim que Manuela e Clara cruzaram as portas automáticas de vidro na direção da calçada, quatro homens trajados em ternos pretos perfeitamente alinhados interceptaram o caminho das duas. A postura ereta, o olhar atento e o volum
— Quem ela pensa que é? — Diogo sibilou para as paredes vazias da suíte presidencial, o silêncio do quarto apenas destacando o eco da sua própria indignação.Ele caminhou até a mesa de cabeceira, pegou o papel timbrado com força e leu o nome impresso pela décima vez, fixando cada letra em sua mente: *Manuela Garcia*. O documento parecia queimar seus dedos, mas ele recusava-se a desviar o olhar. A audácia daquela brasileira havia quebrado qualquer resquício de sua paciência.— Me chantagear... Ah, Manuela Garcia, você vai pagar caro por essa ousadia — Diogo murmurou, os nós dos dedos ficando brancos ao amassar levemente a borda da certidão. — Como assim eu não sou o seu tipo? Eu sou o tipo de mulher que eu quiser. Qualquer uma. E com você não vai ser diferente.Um sorriso arrogante e perigoso começou a desenhar-se em seus lábios. Diogo não aceitava rejeição, muito menos de uma desconhecida que havia acordado em sua cama usando o nome de seu pai como escudo protetor. O desafio estava la
O trajeto de volta para o hotel onde estava hospedada com a amiga foi feito em um silêncio tenso, mas a mente de Manuela trabalhava em rotação máxima. Quando ela finalmente cruzou a porta do quarto, não teve tempo sequer de fechar a fechadura antes de ser bombardeada.— Manu! Graças a Deus! Aonde você estava? — Clara avançou na direção dela, com os olhos arregalados, enchendo a amiga de perguntas sem dar espaço para respirar. — Eu já estava indo na polícia!Manuela fechou a porta com as costas, soltando uma longa lufada de ar. Ela jogou a bolsa em cima de uma poltrona e desamarrou o roupão, cansada do peso daquela peça que nem era sua.— Não exagera, Clara — pediu Manuela, caminhando até a mala para procurar uma muda de roupa limpa.— Não exagera? — Clara rebateu, gesticulando com as mãos para o alto, indignada. — Estávamos apostando nos cassinos e, de repente, você sumiu! Eu achei que você tinha voltado para o hotel. Como eu já estava alta por causa da bebida, só cheguei e fui dormir
O silêncio do Bellagio — o hotel mais luxuoso, vigiado e exclusivo de Las Vegas — não era algo fácil de quebrar. Naquela manhã de terça-feira, os corredores de carpete espesso e iluminação suave pareciam blindados contra o caos do mundo exterior. Mas o mundo exterior não contava com a fúria de Vitório Falconi.A paz da cobertura presidencial ruiu não com um sussurro, mas com o eco pesado de dezenas de passos firmes. Soldados trajando ternos sob medida, com expressões de mármore e as mãos estrategicamente posicionadas perto dos paletós, tomaram o corredor. O número do quarto de Diogo Falconi havia sido descoberto minutos antes, após uma breve e intimidadora conversa na recepção. Para o Dom da máfia calabresa, portas trancadas eram apenas uma formalidade irritante.O estrondo foi violento.A fechadura eletrônica cedeu quando a bota de couro de Vitório atingiu a madeira maciça com um chute preciso. A porta abriu de chofre, batendo contra a parede e ecoando pelo ambiente imenso e desorden










Último capítulo